1.
O QUE É A
CONFISSÃO?
A confissão é o sacramento pelo qual Cristo dá o perdão dos
pecados aos fiéis através do padre. Este é o sacramento do perdão e da
misericórdia divina. Também é chamado de sacramento da Reconciliação. O sacramento
da penitência foi instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo nos ensina
o Evangelho de São João: “Depois dessas palavras, soprou sobre eles o
Espírito Santo e disse-lhes: ‘Recebei o Espírito Santo. Aqueles a quem vocês perdoarem
os pecados, eles serão perdoados; aqueles a quem vocês não perdoarem, não serão
perdoados’” (Jo 20, 22-23)
2.
CINCO
CONDIÇÕES PARA UMA BOA CONFISSÃO:
2.1.
Um bom e
honesto exame de consciência diante de Deus
2.2.
Arrependimento
sincero por ter ofendido a Deus e ao próximo
2.3.
Firme
propósito diante de Deus de não mais pecar, mudar de vida, se converter
2.4.
Confissão
objetiva e clara ao sacerdote
2.5.
Cumprir a
penitência que o Padre indicar
3.
QUANDO E
PORQUE SE CONFESSAR?
O católico
deve se confessar no mínimo uma vez por ano, ao menos a fim de se preparar para
a Páscoa. Mas também devemos procurar a confissão quando nossa consciência nos
cobra, quando percebemos que cometemos algo que nos distanciou
significativamente do amor de Deus e das pessoas que estão ao nosso lado. Toda
confissão apaga completamente nossos pecados, até mesmo aqueles que tenhamos
esquecido. E nos dá a graça santificante, tornando-nos naquele instante uma
pessoa santa. Tranquilidade de consciência, consolo espiritual. Aumenta nossos
méritos diante do criador.
4.
COMO DEVE SER
A CONFISSÃO?
4.1.
Diga o tempo
transcorrido desde a última confissão;
4.2.
Acuse (diga)
seus pecados com clareza, primeiro os mais graves, depois os mais leves;
4.3.
Fale
resumidamente, mas sem omitir o necessário;
4.4.
Devemos
confessar os nossos pecados e não os dos outros
4.5.
A confissão
deve ser clara: indicar a falta específica, sem desculpas e/ou justificativas
4.6.
A confissão
deve ser concreta: referir o ato ou pensamento preciso, não usar frases
genéricas
4.7.
A confissão
deve ser concisa: evitar dar explicações ou descrições desnecessárias
4.8.
A confissão
deve ser completa: sem calar nenhum pecado grave, vencendo a vergonha
5.
ATO DE
CONTRIÇÃO
Senhor
meu Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, criador e redentor meu, por serdes
vós quem sois, sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e
porque vos amo e vos estimo, pesa-me, Senhor, de vos ter ofendido; e proponho
firmemente, ajudado com os auxílios de vossa divina graça, emendar-me e nunca
mais tornar a vos ofender; espero alcançar de vossa infinita misericórdia o
perdão de minhas culpas. Amém.
6.
PARA AJUDAR
NO EXAME DE CONSCIÊNCIA
6.1.
Confrontar a
vida com os mandamentos de Deus
6.1.1.
Amar a Deus
sobre todas as coisas – Deus ocupa o
1º lugar em minha vida, em minhas decisões familiares, profissionais? Sua
palavra, seu evangelho têm valor de decisão sobre a bondade ou maldade de meus atos?
6.1.2.
Não tomar seu
santo nome em vão – Creio, confio
em Deus e o amo acima de tudo e de todos? Qual é o lugar da oração como diálogo
com Deus ao longo do meu dia? Culpo a Deus quando meus interesses são contrariados?
6.1.3.
Guardar
Domingos e festas – Participo de
minha comunidade, principalmente das celebrações dominicais? Frequento a Missa
e recebo a Santa Comunhão?
6.1.4.
Honrar pai e
mãe – Tenho mantido presença e diálogo
dentro da minha família? Tenho cuidado com carinho das crianças, idosos e
doentes, principalmente dos meus familiares?
6.1.5.
Não matar – respeito a vida humana desde sua concepção? Deixo-me levar pelo
ódio, pela agressividade? Tenho me deixado levar pelo instinto de dominação pelos
outros? Procuro me reconciliar, pedindo e dando perdão das ofensas?
6.1.6.
Não pecar
contra a castidade – Tenho vivido
minha sexualidade com responsabilidade e com amor? Deixo-me levar pelo erotismo
e pelo instinto de posse do outro? Pratiquei masturbação? Tive relações sexuais
fora do matrimônio? Utilizei e/ou divulguei material pornográfico? Contei piadas
ou participei de conversas sobre sexo?
6.1.7.
Não roubar – Sou honesto e justo em meu trabalho? Apropriei-me de algo que
pertence ao outro? Respeito tudo o que pertence ao bem comum do povo? Pago os
impostos justos? Tenho explorado o trabalho de outras pessoas? Devolvi o que
tirei indevidamente?
6.1.8.
Não levantar
falso testemunho – Falo
facilmente sobre erros e fraquezas dos outros? Difamei gravemente alguém
causando-lhe prejuízo social? Tenho enganado ou acusado pessoas com alegações mentirosas?
6.1.9.
Não desejar a
mulher do próximo – Tenho respeitado
a mim mesmo e as pessoas com quem me relaciono? Vivo de maneira digna meu
matrimônio, afastando-me de adultérios e infidelidades? Tenho sido sincero no
diálogo familiar e na partilha do amor? Sei escutar as alegrias e as
dificuldades da minha família?
6.1.10.
Não cobiçar
as coisas alheias – Sou grato a
Deus por minha vida, por tudo que tenho e sou? Vivo reclamando, invejando os
outros? Deixo-me levar pela ganância de ter sempre mais sem me importar com os outros?
6.2.
Confrontar a
vida com os mandamentos da igreja
6.2.1.
Participar da
missa inteira aos domingos e festas de guarda –
Ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se comemora a ressurreição do
Senhor, e as festas litúrgicas em honra aos mistérios do Senhor, da Santíssima
Virgem Maria e dos santos, em primeiro lugar participando da celebração
eucarística, em que se reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e
negócios que possam impedir a santificação desses dias. Devem ser guardados,
além dos domingos, o dia do Natal, da Epifania do Senhor, da
Ascensão, Corpus Christi, de Santa Maria Mãe de Deus (1º de janeiro), Imaculada
Conceição (8 de dezembro), Assunção de Nossa Senhora, Dia de São José (19 de
março), São Pedro e São Paulo e o dia de Todos os Santos.
6.2.2.
Confessar-se
ao menos uma vez por ano – Assegura a
preparação para a Eucaristia pela recepção do Sacramento da Reconciliação, que
continua a obra de conversão e perdão do batismo
6.2.3.
Receber o
sacramento da Eucaristia ao menos na Páscoa –
O período pascal vai da Páscoa até a festa da Ascensão e garante um mínimo na
recepção do corpo e sangue do Senhor em ligação com as festas pascais, origem e
centro da liturgia cristã.
6.2.4.
Jejuar e abster-se
de carne conforme orienta a Igreja –
No Brasil isso deve ser feito na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa.
Diz o Catecismo que o jejum “determina os tempos de ascese e penitência que nos
preparam para as festas litúrgicas; contribuem para nos fazer adquirir o
domínio sobre nossos instintos e a liberdade de coração
6.2.5.
Ajudar a Igreja
em suas necessidades materiais –
Recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades materiais da
Igreja, cada um conforme as próprias possibilidades, em nossas comunidades,
geralmente, essa ajuda vem pela participação consciente e espontânea do dízimo,
expressão de solicitude e caridade cristã.
6.3.
Confrontar a
vida com os pecados capitais
6.3.1.
Soberba – é a autossuficiência, orgulho, aquela pessoa que acha que não
precisa de ninguém, chama a atenção para si mesma.
6.3.2.
Avareza – é o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo
dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano
6.3.3.
Luxúria – é o desejo passional e egoísta por todo prazer sensual e
material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar
pelas paixões”. Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes,
sexualidade extrema, lascívia e sensualidade;
6.3.4.
Ira – é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor
que pode ou não gerar sentimento de vingança, deixa a pessoa descontrolada;
6.3.5.
Gula – é o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida e
bebida;
6.3.6.
Inveja – é considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas
próprias bençãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio
crescimento espiritual. É o desejo exagerado por posse, status, habilidades e tudo
que outra pessoa tem e consegue;
6.3.7.
Preguiça – é um estado de ânimo que leva a falta de capricho, de esmero,
de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa
orgânica ou psíquica, que leva a inatividade acentuada. Aversão ao trabalho,
frequentemente associada ao ócio e a vadiagem.
Fonte:
Arquidiocese de Mariana, Minas Gerais
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